sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por que amamentar emagrece?

Perda de peso equivale a meia hora de corrida. Entenda como o organismo da mulher funciona e saiba quais exercícios ajudam

Lívia Machado, iG Saúde

 


Sair da maternindade com uma barriga chapada, poucos dias após dar a luz, é cientificamente impossível. Emagrecer e recuperar a boa forma, entretanto, é totalmente viável.


O organismo da mulher trabalha a favor de perda de peso após a gravidez. E um dos grandes responsáveis pelo rápido retorno dos contornos exibidos antes do barrigão aparecer é a amamentação.

O reforço natural, claro, está diretamente relacionado à qualidade da alimentação durante a gestação e ao controle do peso da mãe ao longo dos nove meses, explica Carolina Ambrogini, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


Segundo a médica, a explicação é bastante lógica: o metabolismo da mulher fica mais acelerado para produzir o leite – alimento que deve ser bastante calórico para que o bebê ganhe peso e se desenvolva com saúde.

“Ao ser mãe, deixamos de apenas consumir alimentos, e passamos a produzi-lo. Esse processo requer energia e promove um gasto calórico acentuado”, diz. A produção diária de leite materno é tão intensa que gasta, em média, 400 calorias, o equivalente a meia hora de corrida moderada.


Efeito rebote


No processo, entretanto, é preciso dobrar o cuidado com a alimentação e com a prática de atividade física. Por exigir um aporte calórico para fabricar o leite, o organismo demanda uma grande reposição de energia. Nessa fase, é comum a mulher sentir mais fome, pois o apetite fica aguçado.


“Se não houver controle e orientação nutricional, o efeito da amamentação na perda de peso pode passar despercebido”, diz Marcelo Ferreira, nutricionista esportivo.

Embora não exista nenhuma contraindicação para o esporte durante a gestação – a não ser em condições específicas de gestação de risco (como hipertensão) – um levantamento feito pelo Centro de Estados do Labarotário de Aptidão Física (Celafisc), entidade ligada à Secretaria de Saúde de São Paulo, mostrou que as futuras mamães entram em estado de “hibernação” logo no primeiro trimestre de gravidez.


Após no nascimento do filho, o sedentarismo tende a ser mantido, lamenta Carolina. A médica alerta, porém, que durante a amamentação é melhor optar por atividades de baixo impacto.


“Pode fazer atividade física. É ótimo para a saúde da mãe, mas não aconselhamos que elas pratiquem modalidades que gastam muita caloria. O leite materno é composto por uma grande quantidade de água. Se a mulher transpira demais durante uma atividade intensa, prejudicará a qualidade e quantidade de leite para o bebê.”


A sugestão dos especialistas é optar por caminhadas diárias, duas ou três vezes por semana, de leve a moderada. “Jamais corra uma maratona nesse período, é loucura", alerta a obstetra da Unifesp.


Largada 


Após o período de amamentação, porém, a corrida é o melhor substituto para manter a perda acentuada de peso e recuperar a forma física sem sofrimento ou cirurgia plástica.

“Atividade aeróbica também ajuda bastante, mas o efeito da corrida é muito maior, desde que tenha regularidade. É o melhor substituto da amamentação para as mães que desejam seguir emagrecendo depois de terminado o período de amamentação.”


Antes de gastar a sola do tênis, é fundamental não sobrecarregar o físico. Até para as mamães atletas é indicado cautela.

Fonte: IG

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Planeje Bem o Quarto do Bebê

Cantinho dos sonhos das futuras mamães, o espaço deve ser, acima de tudo, funcional

Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo

Quando a barriga começa a crescer, não restam dúvidas, chegou o momento de planejar o quartinho do bebê. Entre as diversas fases da gravidez, há quem diga que essa é uma das mais esperadas. “É uma experiência única, um verdadeiro sonho para as mães”, diz a arquiteta Renée Sbrana.

As opções para a decoração do ambiente são muitas, clássica, contemporânea, provençal, temática, basta escolher aquela que combina com você. “O quarto do bebê é um espelho da mãe. É aqui que ela dá vida aos sonhos e aproveita para colocar a criatividade em cena”, comenta.

 Suave e clássica combinação de cores no quarto projetado pela arquiteta Teresa Simões

Segundo ela, o tema e as cores estão no topo da lista de preocupações dos pais na hora de decorar o ambiente. Porém, é fundamental não se esquecer de componentes indispensáveis. “Exemplos disso são o trocador, que precisa ser bem pensado para armazenar fraldas e as roupinhas, e a cadeira para amamentação”, afirma. Esses elementos devem ser escolhidos de acordo com a metragem do ambiente. “Caso contrário, a circulação, que deveria ser funcional, ficará prejudicada”, ressalta a arquiteta.

Outra dica é prestar atenção na disposição dos móveis. Eles devem estar organizados para não prejudicar a locomoção da mãe. “Dessa forma, ela pode dar assistência ao bebê com todo o conforto possível”, observa a designer de interiores Roberta Devisate.

 O trocador e a cadeira de amamentação devem ser escolhidos de acordo
com a metragem do ambiente para não prejudar a circulação

Segurança e qualidade são essenciais

Também é importante optar por componentes que dão segurança aos pequenos, principalmente quando começarem a engatinhar e a andar. “Evite móveis pontiagudos e baixos, que podem causar acidentes”, alerta. Além de funcionais, os móveis eleitos para compor o projeto devem ser de qualidade. “Lembre-se: o bebê vai crescer. Por isso, vale a pena escolher materiais resistentes”, afirma Roberta.

De acordo com ela, os acabamentos mais pedidos para as peças de madeira são a laca, pois permite uma superfície lisa e sofisticada, e a fórmica, que apresenta custo acessível e baixa manutenção. Para cortinas e roupas de cama, ela indica o algodão. “É confortável e permite composições incríveis”, afirma.

 Divertido, acolhedor e seguro, o quarto projetado pelo arquiteto Aquiles Niolas Kílaris 
tem móveis baixos, com quinas arredondadas

Democracia nas cores

Depois de escolher os componentes do quarto, chega o momento mais esperado: transformar o espaço no cantinho dos sonhos de qualquer criança e, principalmente, dos pais. “Não adianta, seja menino ou menina, é sempre a personalidade e o gosto da mãe que se sobressaem”, diz Renée.
Aos poucos, o ambiente começa a ganhar vida. Mas a arquiteta Ana Luiza Violland faz um alerta frente às diversas opções do mercado. “Muita atenção para não pesar o espaço, que deve ser alegre e confortável.”

Tons pastel, azul e rosa estão entre as cores preferidas. Mas não há regras para a definição das tonalidades do quartinho do bebê. “Podemos dar asas à imaginação, escolher cores alegres e misturar texturas”, incentiva a arquiteta. “Hoje, a decoração é democrática. Vale ousar, porém sempre com bom senso”, reforça Ana Luiza.


A decoração deve ser na medida certa, sem excessos, pois o conforto tem de prevalecer - Foto: Célia Maria Weiss

 
Decore já pensando no futuro

Para quem deseja economizar no futuro Roberta dá a dica. “Recomendo a escolha de uma base neutra, que possa permanecer depois de pequenas reformas e acompanhar o crescimento dos pequenos.”


Com o tempo, basta trocar os tons e os objetos de bebê por componentes que combinam com a personalidade da criança. Caso do quarto de bebê inspirado em astronautas, projetado pelo arquiteto para o próprio filho. Com todos os móveis desenhados por ele, foi possível pensar até mesmo em ter um berço com dimensões maiores para ser transformado em cama quando o pequeno Nicolas crescer.


Os acabamentos mais pedidos para as peças de madeira são a laca e a fórmica - Foto: Célia Maria Weiss


O que não pode faltar

Veja quais componentes devem marcar presença no quartinho do seu bebê.

- Um bom projeto de iluminação, com recursos de luz para diversos momentos: amamentação, troca de fraldas, limpeza do quarto e para a brincadeira;
- Um ótimo trocador, já que o móvel será usado todos os dias e abrigará utensílios indispensáveis;
- Revestimentos que aquecem o ambiente, como carpete e piso de madeira;
- A disposição dos móveis precisa ser prática e funcional, pensada para facilitar a circulação da mãe pelo espaço;
- A decoração deve ser na medida, sem excessos, pois o conforto tem de prevalecer no local;
- Escolha móveis seguros (não muito baixos e sem pontas) e, principalmente, com qualidade garantida, pois eles devem acompanhar o crescimento da criança.
- Reserve um espaço livre (de preferência com tapetes antialérgicos) para que a criança possa brincar à vontade.


Cores claras e tecidos suaves, como o algodão, são recomendados, como no projeto
da designer de interiores, Roberta Devisate - Foto: Assessorando Comunicação


Fonte: IG